As causas das doenças na Medicina Tradicional Chinesa





As concepções ocidental e chinesa acerca das origens da doença são muito diferentes, sendo a harmonia o objetivo fundamental do misticismo, da filosofia, da cultura e da Medicina Tradicional Chinesa; harmonia essa que deve estar dentro do indivíduo, entre o indivíduo e a natureza, e entre o indivíduo e a sociedade.

O pensamento chinês vê a doença como a desarmonia; como um estado de desequilíbrio na interação entre o corpo e o meio ambiente. De modo que a Medicina Tradicional Chinesa tem como objetivo a percepção precisa dos padrões de desarmonia, assim como a classificação e o tratamento, a fim de restaurar harmonia em todos os sentidos para o indivíduo.

A Medicina Ocidental tende a ver a doença em termos da bioquímica e da microbiologia e não em termos da harmonia do indivíduo. Ela geralmente procura identificar uma única causa, de corrente linear de causa e efeito e trata esta única causa, ao invés de tratar o paciente como um todo.

Em contraste, a Medicina Tradicional Chinesa procura sintetizar o mais completamente possível um padrão de desarmonia, não procurando diferenciar intensamente a causa e o efeito, assim como, não procura as causas com tanta intensidade, mas sim os fatores de doença que estão relacionados com a origem ou com a precipitação da doença, buscando esses vários fatores que contribuem para as mudanças patológicas internas e externas de desarmonia, relacionando o corpo como sendo parte integral de um padrão global.

As causas da doença

Influências externas: Clima


Considera o clima como a mais importante fonte externa como gerador de fatores de doença, desde que esses fatores estejam em excesso, pois se houver um fluxo adequado de energia de defesa, circulando corretamente no organismo, não ocorrerá doença.

Esses fatores externos ambientais são: Vento, Frio, Calor, Umidade, Secura e Calor de Verão.

Se o paciente exibe os sinais, por exemplo, de sintomas de “invasão de vento e frio”, não interessa que ele esteja convencido de que não apanhou uma constipação, nem que o médico ocidental diagnostique uma infecção pela bactéria estreptococos. O diagnóstico de “invasão de vento e frio” continua a ser o mesmo, porque se trata de uma explicação tanto dos sintomas quanto da causa. Mesmo no caso de surgir uma causa de doença desconhecida dos antigos, como por exemplo, as doenças provocadas por radiações, ela é estudada e incorporada no tecido da medicina chinesa. Depois das explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki, a acupuntura e a moxabustão foram encaradas como tratamento eficaz de milhares de pessoas.

Influências internas: Emoções

Fatores internos, que surgem dentro do corpo referem-se às cinco emoções básicas: a1egria, raiva, preocupação, tristeza e medo.

Mas como as emoções podem causar doenças no nosso corpo?

Se, por exemplo, ficarmos muito assustados, o nosso corpo produz uma quantidade enorme de adrenalina. Os efeitos do aumento da adrenalina no corpo já foi estudado. É bem sabido que haverá um aumento de exsudação, de ritmo cardíaco, de necessidade de urinar, de circulação de sangue nos músculos, etc... Em suma, o corpo fica preparado para a ação física. Diferentes pessoas reagem de maneira diferente; umas ficam empapadas em suor, outras têm maior consciência do aumento do seu ritmo cardíaco, mas em geral os efeitos fisiológicos são similares.

A emoção do medo invadiu o espírito da pessoa e isto se manifestou bioquimicamente no corpo. Há outras emoções que também têm efeitos profundos sobre o corpo, efeitos esses que podemos sentir quando em nós próprios experimentamos uma emoção com suficiente intensidade.

Quando a situação que provocava o medo passa, a mente e espírito descansam. O corpo acalma-se e as funções físicas regressam a um estado mais normal. Isto é o mecanismo homeostático (de equilíbrio orgânico), a maneira como a natureza opera. Para muitas pessoas, contudo, as situações que provocam medo foram tão intensas ou tão freqüentes que nunca conseguiram regressar ao seu estado físico normal.

Os efeitos sobre o corpo passam a ser crônicos. Com o tempo, surge a doença.

As cinco emoções que afetam diretamente os cinco órgãos são: a alegria: o coração, a raiva: o fígado, a preocupação: o baço-pâncreas, a tristeza: o pulmão e o medo: o rim.

Por exemplo: Medo – Choque / Ansiedade

O medo atua predominantemente no elemento água: os rins e a bexiga. Urinar na cama é, para as crianças, muitas vezes um exemplo de um sintoma provocado pelo medo, e a crescente espiral do medo, que conduz à tensão e à dor no momento do parto, está agora a receber grande atenção.

Um temor súbito é muito perturbador e pode, por vezes, deixar a sua marca no coração ou nos rins da pessoa, mas a ansiedade crônica costuma ser bastante mais destrutiva.

A ansiedade e os temores constantes são estados extraordinariamente desagradáveis, pois podem permear quase todas as situações da vida pessoal, desde o despertar até ao adormecer.

O medo, como as outras emoções, é um aspecto do nosso espírito e não pode, habitualmente, ser afastado de forma racional pela nossa mente. Por exemplo, uma pessoa que tenha fobia de aranhas pode dizer a si própria que as aranhas não têm, na realidade, qualquer poder para a ferir que o medo não se torna menos intenso. Milhões de pessoas têm a sensação, durante o dia, de serem um coelho apanhado nas luzes dos faróis, encurralados no dilema de fugir ou lutar.

O medo tem um lado positivo: todos precisamos ser cautelosos neste mundo. As emoções de irritação e alegria, mais Yang, comunicativas, extrovertidas, devem ser equilibradas pelas emoções de tristeza e medo, mais Yin, pessoais, introvertidas, para que a pessoa consiga equilibrar dentro de si própria, o Yin e o Yang.

A noção chinesa de seguir o “meio termo”, evitando os extremos, é fundamental para a sua visão de como evitar a doença e promover a longevidade.

No âmago do sistema de medicina está a compreensão de que o desequilíbrio das emoções do indivíduo conduz inevitavelmente ao desequilíbrio do funcionamento físico.

Influências mistas

Fatores de doença que não são internos e nem externos, incluem no estilo de vida: nutrição, ocupação, trabalho em excesso, exercício físico, relacionamentos sociais, sexo (falta ou excesso), trauma físico e parasitas orgânicos.

Todos estes aspectos incluem aspectos tanto do corpo como do meio ambiente, que precisam estar em equilíbrio, assim, o trauma e os parasitas podem envolver fatores do ambiente externo, mas podem surgir de desarmonia interna que resulta de um comportamento desregrado.

Assim, para o tratamento desses fatores, a Medicina Chinesa recomenda o uso de fitoterapia (uso de ervas), acupuntura, moxabustão, ventosaterapia, auriculoterapia e massagens que são terapias dentro desta medicina que visam estabilizar a energia do organismo para alcançar a saúde e qualidade de vida necessária em todos os sentidos.

Dra. Cenira Braga Barros
Biomédica e Acupunturista


Texto enviado por Felippe Nuncio Júnior.
Grata!!!

Amor e Luz,
Eu Sou Andréia
Por favor, respeite os créditos

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