O Corpo de Dor - O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA - Eckhart Tolle


 O Corpo de Dor 

por Vera Ghimel - veraghimel@oi.com.br


Lendo O Despertar de Uma Nova Consciência, de Eckhart Tolle, me inspirei para escrever sobre o que fazemos com a nossa memória presa a um passado de sofrimento. Mesmo ao nascer, já a trazemos como uma lembrança presente de algo que precisa ser libertado.

Nosso projeto reencarnatório nada mais é do que o filme que queremos viver com o elenco contratado por nós para contracenar as experiências que achamos necessárias ao nosso crescimento.
Mas quando aqui estamos, somos envolvidos pelo sistema de crença vigente que nos afasta de nossa essência, empurrando-nos para a convivência com nosso Ego. Aprendemos pela educação que devemos nos reconhecer pela nossa história e pela nossa personalidade condicionada por este passado.
Passamos então a revivê-la como forma de identificação do nosso Eu. São as lembranças mentais e emocionais.
Se elas fossem apenas experiências, não seria de todo mal, mas são carregadas de ressentimento, arrependimento, remorso, hostilidade, culpa etc. Isso o autor do Poder do Agora chama de “corpo de dor” e pelo filósofo indiano Osho de “estorvo”. Eu prefiro chamá-lo de arquétipo negativo.

Um arquétipo construído ao longo de histórias de sofrimento agrega tanta dor que acaba tendo existência própria. Ele se alimenta de tudo o que lhe assemelha e atrai acontecimentos para que você o veja e continue a alimentá-lo. É como um ser primitivo e emocional com características de sabotador e vítima. Vibra nessa sintonia e caminha nessa direção. Se você estiver sozinho(a), sentirá um desejo de relembrar episódios tristes ou difíceis de assimilar. Se estiver acompanhado, ele levará você ao conflito, provocando mais sofrimento e assim se alimentando.

Esses arquétipos negativos ou “corpo de dor” segundo Tolle, necessitam sempre provocar para se sentirem vítimas. Não querem solução, pois se sentem vivos pensando no “problema”. Aonde forem angariam inimigos ou desafetos, e em graus mais intensos partem até para embates judiciais somente pelo prazer de se manterem na sintonia da discórdia.

Há uma aliança perversa entre o EGO e o corpo de dor.
Um alimenta o outro.
Mas como podemos nos libertar dessa cilada? Simples, basta parar de se identificar com esse corpo. Se paramos de regar uma planta ela não cresce. Precisamos encarar as emoções que nos paralisaram no sofrimento e com essa consciência começamos a mudar. É retirar essa emoção ruim de onde está e trazê-la à tona. Dói, é óbvio, mas não mais que uma vez só. O tempo e a energia que se gasta mantendo essas emoções negativas escondidas ou dissimuladas é que as mantém vivas e ávidas por mais sofrimento.

Já repararam nas pessoas que você sugere alguma solução e elas dizem de imediato que não vão conseguir? Frases como “é muito difícil, não tenho forças, é muito fácil falar quando se está de fora, não consigo esquecer, não posso perdoar, a culpa é dele(a)”, são comuns na expressão do corpo de dor ou arquétipo negativo. Quando as filosofias ou mensagens dos mestres ou avatares indicavam que deveríamos nos aceitar e nos conhecer, isso nada mais era que não deixar o corpo de dor tomar posse de nossa existência.

Vamos fazer o seguinte exercício: Primeiro vamos dar-lhe um nome qualquer, como por exemplo encostinho, obsessor, sabotador, etc. Vamos aquietar a mente e ter uma conversa definitiva decidindo quem manda. Para enfraquecer esse “cidadão virtual” diga-lhe que quem manda em sua vida é o seu Eu Superior (o somatório de todos os personagens de todas as suas vidas vividas, associado à sua essência divina ou alma). Depois trate-o com amor dizendo que tudo o que você viveu nessa vida e em vidas passadas que trouxe sofrimento, já está transformado em aprendizado (afinal viemos aqui para aprender e não para sofrer) e por fim, dê-lhe uma nova função, por exemplo de secretário(a) ou assessor(a) com tarefas (liste-as se quiser) para que as execute. Este(a) novo(a) aliado(a) será o(a) intermediário(a) entre o seu desejo e o Universo, preparando tudo para você receber da vida, enquanto você cuida do seu “agora”.
Tenho feito, em terapia, essa transformação de funções do arquétipo negativo com excelentes resultados (chamo de método Vera Ghimmel). Ao invés de você ter um boicotador, empurrando você para os acontecimentos dolorosos, terá um forte aliado, construindo as oportunidades de acontecimentos prazerosos.

Temos o poder de co-criar nossa história e como diretor(a), roteirista, produtor(a), iluminador(a), sonoplasta etc. de nossa vida, vivemos o filme que quisermos, com direito a escolha de elenco (6 bilhões constam no cadastro) e de palco (a vasta superfície do planeta Terra).
Mãos à obra, comece a rodar o seu melhor filme e seja feliz!
Texto revisado por: Cris
O Autor deste artigo indica
http://www.stum.com.br/tc25225
http://www.stum.com.br/tc26394

por Vera Ghimel - veraghimel@oi.com.br    Atendimento personal coach para que atinja as suas metas, sonhos e objetivos, terapias dos arquétipos (com hipnose clínica também) mapas numerológicos, Cura Kármica, palestras para empresas e grupos. Meu site é www.veraghimel.com.br
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O “corpo de dor” - ECKHART TOLLE


No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos- o pensamento acontece em nós.

“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.

A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma.

O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz.

A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage. Essas reações são as emoções.

A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem-estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo- a ameaça vem da mente.

O que é uma emoção negativa? É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso.

Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja- tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante. Até mesmo a medicina tradicional, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas. Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: infelicidade.

Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”.

O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia.

Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos- o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso. Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.

Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida.

Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.

Pode ser um verdadeiro choque quando- talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel – vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.

A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa – a que nunca tínhamos visto antes- e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle.

Seria difícil encontrar um parceiro ou uma parceira que não carregasse um “corpo de dor”, no entanto seria sensato escolher alguém que não tivesse um “corpo de dor” tão denso. O começo da nossa libertação do “corpo de dor” está primeiramente na compreensão de que o temos.

É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente.

No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia.

A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “presença”.

Colaboração de Edmar Cavalcanti

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O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA
Eckhart Tolle 

 
O tempo, ou seja, o passado e o futuro, é aquilo de que o falso eu fabricado pela mente, o ego vive. E o tempo está na nossa mente. Ele não é algo que tenha uma existência objetiva "ali fora". É uma estrutura mental necessária para a percepção sensorial, indispensável pelos propósitos práticos, mas também é sensorial, indispensável pelos propósitos práticos, mas também é o maior obstáculo ao autoconhecimento. O tempo é a dimensão horizontal da vida, a camada superficial da realidade. E há ainda a dimensão vertical da profundidade, à qual só temos acesso através do portal do momento presente. Assim, em vez de nos concedermos tempo, devemos removê-lo. Retirar o tempo da nossa consciência é eliminar o ego. É a única prática espiritual verdadeira.

Quando falo da eliminação do tempo, não estou, é claro, me referindo ao tempo do relógio, que é usado com propósitos práticos, como marcar um encontro ou planejar uma viagem. Seria quase impossível atuar nesse mundo sem esse tempo convencional. O que estou propondo é a eliminação do tempo psicológico, que é a preocupação interminável da mente egóica com o passado e com o futuro e sua resistência a entrar no estado de unicidade com a vida e viver alinhada com a inevitável condição do momento presente de ser o que é.

Sempre que um NÃO habitual à vida se transforma num SIM, toda vez que permitimos que esse momento SEJA COMO É, dissolvemos tanto o tempo quanto o ego. Para que o ego sobreviva, ele dever tornar o tempo - o passado e o futuro - mais importante que o Agora, a não ser por um breve instante logo após obter o que deseja. Contudo, nada consegue satisfazê-lo por muito tempo. Assim que ele se converte na nossa vida, existem duas maneiras de sermos felizes. Não alcançando o que desejamos é uma. Alcançando o que desejamos é outra.

O Agora assume a forma de qualquer coisa ou acontecimento. Enquanto resistimos a isso internamente, a forma, isto é, o mundo é uma barreira impenetrável que nos separa de quem somos além da forma, que nos afasta da Vida única, sem forma que nós somos. Quando dizemos um SIM interior para a forma que o Agora adquiri, ela própria se torna uma passagem para o que não tem forma. A separação entre o mundo e Deus se dissolve.

Quando reagimos à forma que a Vida assume no momento presente, tratando o Agora como um meio, um obstáculo ou um inimigo, fortalecendo nossa própria identidade formal o ego. Disso resulta a atitude reativa do ego. Ele se vicia em reagir. Quanto maior nossa disposição para manifestar uma reação, mais vinculados nos tornamos à forma. Quanto maior a identificação com ela, mais forte é o ego. Nosso Ser então deixa de brilhar através da forma - ou só faz isso vagamente.

Por meio da não-resistência à forma, aquilo em nós que se encontra além da forma emerge como uma presença de total abrangência, um poder silencioso muito maior do que a identidade de curta duração que temos a forma - a pessoa. Ele é mais profundamente quem nós somos do que qualquer outra coisa no mundo da forma.

Quanto mais limitada, quanto mais estreitamente egóica é a visão que temos de nós mesmo, mais nos concentramos nas limitações egóicas - na inconsciência - dos outros e reagimos a elas. Os "erros" das pessoas ou o que percebemos como suas falhas se tornam para nós a identidade delas. Isso significa que vemos apenas o ego dos outros e, assim, fortalecemos o ego em nós. Em vez de olharmos "através" do ego deles, olhamos "para"" o ego. E quem está fazendo isso. O ego em nós.

As pessoas muito inconscientes sentem o próprio ego por meio do seu reflexo nos outros. Quando compreendemos que aquilo a que regimos nos outros também está em nós (e algumas vezes apenas em nós), Começamos a nos tornar conscientes do nosso próprio ego. Nesse estágio, podemos também compreender que estamos fazendo às pessoas o que pensávamos que elas estavam fazendo a nós. Paramos de nos ver como vítima.

Nós não somos o ego. Portanto, quando nos tornamos conscientes do ego em nós, isso não significa que sabemos quem somos - isso quer dizer que sabemos quem NÃO SOMOS. Mas é por meio do conhecimento de quem não somos que o maior obstáculo ao verdadeiro conhecimento de nós é removido.

Alguém que na infância tenha sido negligenciado ou abandonado por um dos pais ou por ambos desenvolverá, provavelmente, um corpo de dor que será estimulado por qualquer situação que lembre, até mesmo de forma remota, o sofrimento primordial do abandono. Tanto um amigo que se atrase cinco minutos para pegar a pessoa no aeroporto quanto um cônjuge que chega tarde em casa podem deflagrar um ataque violento do seu corpo de dor. Se seu parceiro ou cônjuge o deixa ou morre, a dor emocional que esse indivíduo sente vai muito além da que é natural em circunstâncias como essas. Pode ser uma angústia intensa, uma depressão duradoura e incapacidade ou uma raiva obsessiva.

Uma mulher que tenha sido violentada pelo próprio pai na infância talvez perceba que seu corpo de dor se torna facilmente ativo em qualquer relacionamento íntimo com um homem. Por outro lado, a emoção que constitui seu corpo de dor seja semelhante ao do seu pai. O corpo de dor dessa mulher pode ter uma atração magnética por alguém que ele sinta que lhe dará mais do mesmo sofrimento. E, algumas vezes, ela pode confundir essa dor com a sensação de estar apaixonada.

Um homem que foi uma criança indesejada e não recebeu amor nem o mínimo de cuidado e de atenção da mãe desenvolve um corpo de dor marcado por uma profunda ambivalência - por um lado, apresenta um intenso e insatisfeito desejo pelo amor e pela atenção da mãe e, por outro, um forte rancor em relação a ela por ter lhe negado aquilo de que ele precisava desesperadamente. No caso do seu corpo de dor - uma forma de sofrimento emocional. Ele a manifesta por meio de uma compulsão a "conquistar e seduzir" quase toda mulher que vem a conhecer e, dessa maneira, pretende obter o amor feminino pelo qual seu corpo de dor anseia. Esse homem se transforma quase num especialista em sedução. No entanto, assim que um relacionamento se torna íntimo ou seus avanços são rejeitados, a raiva do seu corpo de dor em ralação à mãe vem à tona e sabota a relação.

Fonte: Enxerto do Livro - O despertar de uma nova consciência - Eckhart Tolle - Editora Sextante



Extraído de:http://www.luzdegaia.org/outros/diversos/despertar_consciencia.htm


Eckhart Tolle - O corpo sofredor é muito sedutor

 






Créditos: canal de  enviado em 31/12/2008

Extraído de: http://portaldosanjos.ning.com

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