OS ÓRGÃOS E AS EMOÇÕES - 1a. Parte




Nesta série de artigos, divido com vocês a experiência gratificante com os cristais radiônicos para o tratamento de distúrbios emocionais e como eles potencializam a função energética dos pontos de tratamento do psiquismo. Tornam-se úteis no processo da âncora e dissolução dos bloqueios emocionais.

Para a Medicina Tradicional Chinesa, a relação dos órgãos com as emoções é mútua enquanto no Ocidente essa relação é separada e muitas vezes negligenciada. 

A visão chinesa para esta relação defende que o Qi é a base de todos os processos físicos, mentais, emocionais e espirituais.

O psiquismo equilibrado promove o estado de paz, Wei Qi forte e menos propenso a doenças, vitalidade.

Cada órgão e víscera acoplada possuem uma emoção e uma alma para manifestar e o desequilíbrio destas promove a doença.

Maciocia (1996), baseado no Nei Jing, comenta mais algumas curiosidades sobre A Alma Etérea (Hun) e a Alma Corpórea (Po). Ele afirma que “de acordo com as antigas crenças chinesas, a Alma Etérea entra no corpo logo após o nascimento. De natureza etérea (sublime, celestial), após a morte ela sobrevive ao corpo e flui de volta para o Céu (Tian) A Alma Etérea pode ser descrita como aquela parte da Alma que na morte deixa o corpo, carregando com ela uma aparência de forma física, ou seja, “o conceito de Alma Etérea é intimamente relacionado às crenças chinesas antigas, no tocante aos espíritos, almas e demônios. De acordo com tais crenças, os espíritos são criaturas do ‘tipo espírito’ que preservam a aparência física e vagueiam no mundo dos espíritos. Alguns são bons, outros são maus. Nos tempos antigos (período de 476 - 221 a.C.) esses espíritos eram considerados como a causa principal de doenças”.

Prossegue colocando que a natureza e as funções da Alma Etérea são principalmente: influenciar o sono e os sonhos, incluindo aí as fantasias (o “sonhar acordado”); proporcionar equilíbrio emocional (evitar os extremos); relacionar-se com a coragem e a covardia; com os olhos e a visão; e auxiliar a Mente nas atividades mentais (pensamento racional, intuição, inspiração, autodiscernimento e introspecção).

"Se por um lado a Mente e a Alma Etérea são intimamente interligadas, há algumas diferenças entre as duas. A diferença principal é que a Alma Etérea pertence ao mundo da Imagem (isto é, uma existência não substancial), para o qual ela retorna após a morte; e a Mente, por outro lado, é a mente individual do ser humano, que morre com a pessoa. No entanto, é importante que a Mente assuma uma posição integradora com a Alma Etérea, sob o risco de ser inundada pelos símbolos, sonhos, imagens e idéias e a conseqüente obstrução da mente, o que pode resultar, em casos severos, no que ocidentalmente denominamos de psicoses.

A Alma Etérea é Yang e se move, “é o elo com a Mente Universal”, “é como o fogo: quanto mais coisas se acrescentam, mais ele queima”.

Com relação à Alma Corpórea (Po), Maciocia afirma que ela está intimamente relacionada com o Jing, no sentido que traz o Jing para tomar parte em todos os processos fisiológicos, “enraizando-o” no corpo. A Alma Corpórea é a responsável pelo primeiro processo fisiológico após o nascimento, e durante a vida nos proporciona a capacidade de sensação, sentimento, audição e visão. Relaciona-se à nossa vida como indivíduos, protegendo-nos de influencias psíquicas externas, ao contrário da Alma Etérea que se refere à nossa relação com as outras pessoas. Na morte, a Alma Corpórea se dissolve e retorna para a Terra, pois é de natureza Yin e pertence à esfera do corpo.

O Shen seria o reflexo da dinâmica e equilíbrio da Alma dos Zang-Fu

Na próxima parte discutirei o fígado e sua alma Hun.
Amor e Luz,
Eu Sou Andréia

Extraído do TCC "Experiências Clínicas com o Uso dos Cristais Radiônicos em Distúrbios Emocionais", Moreira, A., 2011
Respeite os créditos.

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